22 de abril de 2012

Substantivo


O substantivo representa a palavra que nomeia os seres de uma forma geral
O substantivo representa a palavra que nomeia os seres de uma forma geral
Substantivo... Esse conceito se encontra presente nos discursos que proferimos, nos textos que escrevemos, enfim, organizamos cotidianamente nossos pensamentos e expressamos nossas opiniões com o uso dele. Assim, em se tratando dos postulados gramaticais, o substantivo integra o que chamamos de classes gramaticais, exercendo funções específicas.
Partindo desse princípio, conheceremos agora as características que norteiam os substantivos, começando pela sua função. Tal classe representa a palavra que serve para nomear os seres de uma forma geral, sendo estes representados por pessoas, lugares, instituições, grupos, entes de natureza espiritual ou mitológica. Assim, temos:
homem
Brasil
saci
alma
cachorro
Paraná
sereia
mulher
criança...
Nomeia, além destes já citados, ações, estados, qualidades, sensações e sentimentos, bem como:
caridade
tristeza
alegria
acontecimento
decepção
prazer...
Dada a função que essa classe exerce, nota-se que ela provém da mesma família de “substância, substancial”, ou seja, algo necessário, fundamental. Sendo assim, os substantivos recebem classificações distintas, tendo em vista aspectos relacionados à formação e ao significado de abrangência. No que tange a este aspecto, eles se classificam em: concretos, abstratos, comuns e próprios. E no que se refere àquele, eles se classificam em: simples, compostos, primitivos e derivados.
Vejamos cada um de forma particular:  
Substantivos simples
São aqueles que apresentam um único radical em sua estrutura:
livro
pedra
flor
terra...
Substantivos compostos
São representados por aqueles que possuem pelo menos dois radicais em sua estrutura:
passatempo
rodapé
couve-flor
pombo-correio...
Substantivos primitivos
Classificam-se como aqueles que não se originam de nenhuma palavra já existente na língua:
casa
árvore
folha
rua...
Substantivos derivados
São aqueles que, ao contrário dos primitivos, provêm de outras palavras já existentes:
terreiro
terraplanagem
floricultura
pedreira
folhagem...
Substantivos concretos
Representam aqueles que nomeiam seres de existência independente (reais ou imaginários):
Deus
cidade
saci
fada
duende
homem
coelho...
Substantivos abstratos
Representam aqueles que dão nome a estados, qualidades, sentimentos e ações:
amor
paixão
tristeza
honestidade
coragem...
Substantivos comuns
São aqueles que designam todo e qualquer indivíduo de uma espécie de seres:
riacho
estrada
animal
escola
montanha...
Substantivos próprios
São assim denominados pelo fato de designarem de forma particular um ser de determinada espécie:
Pedro
Praça dos Três Poderes
Maceió
Rio Tocantins
Alemanha
Vênus
Rio de Janeiro...

Referência: Brasil Escola. (http://www.brasilescola.com/gramatica/substantivo.htm).

Pronomes


Pronomes Pessoais

Pronomes pessoais são aqueles que designam uma das três pessoas do discurso.
Exemplo: Eu fui ao cinema de táxi. (eu = 1ª pessoa do discurso)
Os pronomes pessoais são subdivididos em: 
- do caso reto: função de sujeito na oração.
Nós saímos do shopping. (nós = sujeito)
- do caso oblíquo: função de complemento na frase.
Desculpem-me. (me = objeto)
Os pronomes oblíquos subdividem-se em:
- oblíquos átonos: nunca precedidos de preposição, são eles: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes.
Basta-me o teu amor.
- oblíquos tônicos: sempre precedidos de preposição:
Preposição: a, de, em, por etc.
Pronome: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, si, eles, elas.
Basta a mim o teu amor.
Pronomes Pessoais:

NúmeroPessoaPronomes retosPronomes oblíquos
SingularprimeiraEuMe, mim, comigo
 segundaTuTe, ti, contigo
 terceiraEle/elaSe, si, consigo, o, a, lhe
PluralprimeiraNósNos, conosco
 segundaVósVos, convosco
 terceiraEles/elasSe, si, consigo, os, as, lhes

Nos pronomes pessoais incluem-se os pronomes de tratamento.
Pronome de tratamento é aquele com que nos referimos às pessoas a quem se fala (de maneira cerimoniosa), portanto segunda pessoa, mas a concordância gramatical deve ser feita com a terceira pessoa.
Alguns pronomes de tratamento:
 
pronome de tratamentoabreviaturareferência
Vossa AltezaV.A.príncipes, duques
Vossa EminênciaV.Emª.cardeais
Vossa ExcelênciaV.Exª.altas autoridades em geral
Vossa MagnificênciaV.Magª.reitores de universidades
Vossa ReverendíssimaV.Revmasacerdotes em geral
Vossa SantidadeV.S.papas
Vossa SenhoriaV.Sª.funcionários graduados
Vossa MajestadeV.M.reis, imperadores
 Emprego dos pronomes pessoais:
- conosco e convosco: são utilizados na forma sintética, exceto se vierem seguidos de outros, todos, mesmos.
Queriam falar conosco.
Queriam falar com nós mesmos.
- o, a, os, as, quando precedidos de verbos que terminam em –r, -s, -z, assumem a forma lo, la, los, las, e os verbos perdem aquelas terminações.
Vou pô-lo a par do assunto. (pôr + o)
- o, a, os, as, quando precedidos de verbos que terminam em –m, -ão, -õe,assumem a forma no, na, nos, nas.
Fizeram-no calar.
- nós e vós podem ser empregados em lugar de eu e tu em situações de cerimônia ou, no caso de nós, por modéstia.
Nós, disse o papa, seguiremos os mesmos passos de nossos antecessores.
Vós sois sábio.
- vossa e sua: vossa cabe à pessoa com quem se fala; sua cabe à pessoa de quem se fala.
Vossa Excelência queira tomar a palavra. (falando com ou para uma autoridade)
Sua Excelência não compareceu. (falando de uma autoridade)
- você e os demais pronomes de tratamento comportam-se gramaticalmente como pronomes da terceira pessoa.
Você chegou atrasado para o jantar!

Pronomes de Tratamento

Quando nos dirigimos às pessoas do nosso convívio diário utilizamos uma linguagem mais informal, mais íntima. Ao passo que, se formos nos dirigir a alguém que possui um prestígio social mais alto ou um grau hierárquico mais elevado, necessariamente temos que utilizar uma linguagem mais formal. Lembrando que isto prevalece tanto para a escrita quanto para a fala.
Para isto, podemos usufruir de um completo aparato no que se refere às normas gramaticais e à maneira correta de como e onde utilizá-las. E fazendo parte deste aparato, estão os pronomes, os quais pertencem às dez classes gramaticais e possuem a função de acompanhar ou substituir o nome, ou seja, o próprio substantivo, relacionando-o à pessoa do discurso.
Os pronomes classificam-se em: pronomes pessoaispossessivos,demonstrativosindefinidos, interrogativos e relativos.
Em se tratando dos pronomes pessoais, eles se subdividem em: retos, oblíquos e de tratamento.
Especificamente, iremos conhecer um pouco mais sobre os pronomes de tratamento. É importante lembrarmos que eles representam a forma pela qual nos atribuímos às pessoas, como já foi dito anteriormente. São eles:

Pronomes de tratamentoAbreviatura
Singular
Abreviatura
Plural
Usados para:
VocêV.VV.Usado para um tratamento íntimo, familiar.
Senhor, SenhoraSr., Sr.ªSrs., Srª.sPessoas com as quais mantemos um certo distanciamento mais respeitoso
Vossa SenhoriaV. S.ªV. Sª.sPessoas com um grau de prestígio maior. Usualmente, os empregamos em textos escritos, como: correspondências, ofícios, requerimentos, etc.
Vossa ExcelênciaV. Ex.ªV. Ex.ªsUsados para pessoas com alta autoridade, como: Presidente da República, Senadores, Deputados, Embaixadores, etc.
Vossa EminênciaV. Em.ªV. Em.ªsUsados para Cardeais.
Vossa AltezaV. A.V V. A A.Príncipes e duques.
Vossa SantidadeV.S.       -Para o Papa.
Vossa ReverendíssimaV. Rev.mªV. Rev.mªsSacerdotes e Religiosos em geral.
Vossa PaternidadeV. P.VV. PP.Superiores de Ordens Religiosas.
Vossa MagnificênciaV. Mag.ªV. Mag.ªsReitores de Universidades
Vossa MajestadeV. M.V V. M M.Reis e Rainhas.
Observação importante:
# O pronome de tratamento concorda com o verbo na 3ª pessoa. Por exemplo:Vossa Senhoria está feliz.

#Quando se referir à 3ª pessoa, o pronome de tratamento é precedido de sua:
Sua Majestade, a rainha da Inglaterra, chega hoje ao Brasil.




Pronomes Possessivos

Pronome possessivo é o tipo de pronome que indica a que pessoa do discurso pertence o elemento ao qual se refere.
Meu carro está estragado.
Quadro dos pronomes possessivos


NúmeroPessoaPronomes possessivos
singularprimeirameu, minha, meus, minhas
 segundateu, tua, teus, tuas
 terceiraseu, sua, seus, suas
pluralprimeiranosso, nossa, nossos, nossas
 segundavosso, vossa, vossos, vossas
 terceiraseu, sua, seus, suas
 Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com a coisapossuída, e em pessoa com o possuidor.
(eu) Vendi minha moto.
(tu) Releste tua prova?
(nós) Compramos nosso carro.
Quando o pronome possessivo determina mais de um substantivo, ele deverá concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo.
Vou lavar minhas sandálias e tênis.
Emprego dos pronomes possessivos
- seu:
 a utilização do pronome seu (e flexões) pode gerar frases ambíguas, podemos ter dúvidas quanto ao possuidor.
A menina disse ao colega que não concordava com sua reprovação.
(reprovação de quem? Da menina ou do colega?)
Para evitar esse tipo de ambiguidade, usa-se dele (dela, deles, delas)
A menina disse ao colega que não concordava com a reprovação dela.
• A reprovação dela (da menina)
A menina disse ao colega que não concordava com a reprovação dele.
• A reprovação dele (do colega)
- existem casos em que o pronome possessivo não exprime propriamente ideia de posse. Ele pode ser utilizado para indicar aproximação, afeto ou respeito.Aquele museu deve ter seus cem anos. (aproximação)
Meu 
caro amigo, cuide melhor de sua saúde. (afeto)Sente-se aqui, minha senhora. (respeito)
- seu: anteposto a nomes próprios não é possessivo, mas uma alteração fonética de Senhor.
Seu José, o senhor poderia emprestar-me seu celular?




Pronomes Demonstrativos

Os pronomes demonstrativos demonstram a posição de um elemento qualquer em relação às pessoas do discurso, situando-os no espaço, no tempo ou no próprio discurso.
Eles se apresentam em formas variáveis (gênero e número) e não variáveis.

Primeira pessoaEste, estes, esta, estas, isto
Segunda pessoaEsse, esses, essa, essas, isso
Terceira pessoaAquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo
- As formas de primeira pessoa indicam proximidade de quem fala ou escreve:
Este senhor ao meu lado é o meu avô.
Os demonstrativos de primeira pessoa podem indicar também o tempo presente em relação a quem fala ou escreve.Nestas últimas horas tenho me sentido mais cansado que nunca.
- as formas de segunda pessoa indicam proximidade da pessoa a quem se fala ou escreve:Essa foto que tens na mão é antiga?
- os pronomes de terceira pessoa marcam posição próxima da pessoa de quem se fala ou posição distante dos dois interlocutores.Aquela foto que ele tem na mão é antiga.
Uso do pronome demonstrativo
Os pronomes demonstrativos, além de marcar posição no espaço, marcam posição no tempo.
- Este (e flexões) marca um tempo atual ao ato da fala.
Neste instante minha irmã está trabalhando.
Esse (e flexões) marca um tempo anterior relativamente próximo ao ato da fala.
No mês passado fui promovida no trabalho. Nesse mesmo mês comprei meu apartamento.
Aquele (e flexões) marca um tempo remotamente anterior ao ato da fala.
Meu avô nasceu na década de 1930. Naquela época podia-se caminhar à noite em segurança.
Os pronomes demonstrativos servem para fazer referência ao que já foi dito e ao que se vai dizer, no interior do discurso.
Este (e flexões) faz referência àquilo que vai ser dito posteriormente.
Espero sinceramente isto: que seja muito feliz.
Esse (e flexões) faz referência àquilo que já foi dito no discurso.
Que seja muito feliz: é isso que espero.
Este em oposição à aquele quando se quer fazer referência a elementos já mencionados, este se refere ao mais próximo, aquele, ao mais distante.
Romance e Suspense são gêneros que me agradam, este me deixa ansioso,aquele, sensível.
(a, os, as) são pronomes demonstrativos quando se referem à aquele (s),aquela (s), aquilo, isso.
Recuso o que eles falam. (aquilo)
Mesmo e próprio, pronomes demonstrativos, designam um termo igual a outro que já ocorreu no discurso.
As reclamações ao síndico não se alteram: são sempre as mesmas.
*são usados como reforço dos pronomes pessoais.
Ele mesmo passou a roupa.
*como pronomes, concordam com o nome a que se referem.
Ela própria veio à reunião.
Eles próprios vieram à reunião.




Pronome Relativo

Pronome relativo é uma classe de pronomes que substituem um termo da oração anterior e estabelecem relação entre duas orações.
Não conhecemos o alunoO aluno saiu.
Não conhecemos o aluno que saiu.
Como se pode perceber, o que, nessa frase está substituindo o termo aluno e está relacionando a segunda oração com a primeira.
Os pronomes relativos são os seguintes:
Variáveis

O qual, a qual
Os quais, as quais
Cujo, cuja
Cujos, cujas
Quanto, quanta
Quantos, quantas
Invariáveis

Que (quando equivale a o qual e flexões)
Quem (quando equivale a o qual e flexões)
Onde (quando equivale a no qual e flexões)
Emprego dos pronomes relativos 
1. Os pronomes relativos virão precedidos de preposição se a regência assim determinar.

                                                              preposição exigida     pronome        termo regente
                                                                      pelo verbo           relativo

Havia condições          a                que  nos opúnhamos. (opor-se a)                          
Havia condições  com      que   não concordávamos. (concordar com)
Havia condições  de   que desconfiávamos. (desconfiar de)
Havia condições   -   que nos prejudicavam. (= sujeito)
Havia condições em   que insistíamos. (insistir em)                               
 2. O pronome relativo quem se refere a uma pessoa ou a uma coisa personificada.
Não conheço a médica de quem você falou.
Esse é o livro a quem prezo como companheiro.
3. Quando o relativo quem aparecer sem antecedente claro é classificado comopronome relativo indefinido. 
Quem atravessou, foi multado.
4. Quando possuir antecedente, o pronome relativo quem virá precedido de preposição.
João era o filho a quem ele amava.
5. O pronome relativo que é o de mais largo emprego, chamado de relativo universal, pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas, no singular ou no plural.
Conheço bem a moça que saiu.
Não gostei do vestido que comprei.
Eis os instrumentos de que necessitamos.
6. O pronome relativo que pode ter por antecedente o demonstrativo o (a, os, as).
Sei o que digo. (o pronome o equivale a aquilo)
7. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que. Com preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões).
Aquele é o machado com que trabalho.
Aquele é o empresário para o qual trabalho.
8. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo equivale a do qual, de que, de quem. Deve concordar com a coisa possuída.
Cortaram as árvores cujos troncos estavam podres.
9. O pronome relativo quanto, quantos e quantas são pronomes relativos quando seguem os pronomes indefinidos tudo, todos ou todas.
Recolheu tudo quanto viu.
10. O relativo onde deve ser usado para indicar lugar e tem sentido aproximado de em que, no qual. 
Esta é a terra onde habito.
a) onde é empregado com verbos que não dão ideia de movimento. Pode ser usado sem antecedente.
Nunca mais morei na cidade onde nasci.
b) aonde é empregado com verbos que dão ideia de movimento e equivale apara onde, sendo resultado da combinação da preposição a + onde.
As crianças estavam perdidas, sem saber aonde ir.




Pronomes Indefinidos e Interrogativos

Os pronomes indefinidos referem-se à terceira pessoa do discurso de forma vaga, imprecisa e genérica.
Alguém deixou a torneira aberta.


                                        Pronomes Indefinidos

VariáveisInvariáveis
 (referem-se a coisas)
Algum, alguma, alguns, algumasalgo
Nenhum, nenhumaTudo
Nenhuns, nenhumas 
Todo, toda, todos, todasNada
Outro, outra, outros, outras 
Muito, muita, muitos, muitas 
 (referem-se a pessoas)
Pouco, pouca, poucos, poucasQuem
Certo, certa, certos, certasAlguém
Vário, vária, vários, váriasNinguém
Quanto, quanta, quantos, quantasoutrem
Tanto, tanta, tantos, tantas 
Qualquer, quaisquer 
 (referem-se a coisas e pessoas)
Qual, quaisCada
Um, uma, uns, umasque
Os pronomes indefinidos também podem aparecer sob a forma de locução pronominal:
Cada qual, quem quer que, qualquer um, todo aquele que, tudo o mais
Emprego dos pronomes indefinidos
- o indefinido algum, anteposto ao substantivo tem sentido afirmativo; posposto, assume sentido negativo.
Algum caso teve ocorrência. (afirmativo)
Motivo algum me fará desistir de você. (negativo)
- o indefinido cada não deve ser utilizado desacompanhado de substantivo ou numeral.
Receberam dez reais cada um.
- o indefinido certo, antes de substantivo é pronome indefinido, depois do substantivo é adjetivo.
Não entendo certas pessoas. (pronome indefinido)
Escolheram o local certo para a festa. (adjetivo)
- o indefinido todo e toda (singular), quando desacompanhados de artigo, significam qualquer.
Todo homem é mortal. (Qualquer homem é mortal)
Quando acompanhados de artigo dão ideia de totalidade.
Ela jogou todo o macarrão fora.
Qualquer (plural = quaisquer): Vieram pessoas de quaisquer origens.
Pronomes Interrogativos
É um tipo de pronome indefinido com que se introduzem frases interrogativas (diretas ou indiretas).



VariáveisInvariáveis
Qual, quantoQuem que
Quantos irão ao teatro? (direta)
Quero saber quantos irão ao teatro. (indireta)


Referência: Brasil Escola. (http://www.brasilescola.com/gramatica/pronomes-pessoais.htm)
(http://www.brasilescola.com/gramatica/pronomes-tratamento.htm)
(http://www.brasilescola.com/gramatica/pronomes-possessivos.htm)
(http://www.brasilescola.com/gramatica/pronomes-demonstrativos.htm)
(http://www.brasilescola.com/gramatica/pronome-relativo.htm)
(http://www.brasilescola.com/gramatica/pronomes-indefinidos-interrogativos.htm).

Preposição


Preposição é a classe de palavras que liga palavras entre si; é invariável; e estabelece relação de vários sentidos entre as palavras que liga.
Sintaticamente, as preposições não exercem propriamente uma função: são consideradas conectivos, ou seja, elementos de ligação entre termos oracionais. As preposições podem introduzir:
• Complementos verbais: Obedeço “aos meus pais”.
• Complementos nominais: continuo obediente “aos meus pais”.
• Locuções adjetivas: É uma pessoa “de caráter”.
• Locuções adverbiais: Naquele momento agi “com cuidado”.
• Orações reduzidas: “Ao chegar”, foi abordado por dois ladrões.
As preposições podem ser de dois tipos:
1. Preposição essencial: sempre funciona como preposição.
Exemplo: a, ante, de, por, com, em, sob, até...
2. Preposição acidental: palavra que, além de preposição, pode assumir outras funções morfológicas.
Exemplo: consoante, segundo, mediante, tirante, fora, malgrado...
Locução prepositiva
Chamamos de locução prepositiva o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição.
Exemplos: por causa de, ao lado de, em virtude de, apesar de, acima de, junto de, a respeito de...
As preposições podem combinar-se com outras classes gramaticais.
Exemplos: do (de + artigo o)
                    no (em + artigo o)
                    daqui (de + advérbio aqui)
                    daquele (de + o pronome demonstrativo aquele)
Emprego das preposições 
- as preposições podem estabelecer variadas relações entre os termos que ligam.
Ex.: Limpou as unhas com o grampo (relação de instrumento)
        Estive com José (relação de companhia)
        A criança arrebentava de felicidade (relação de causa)
        O carro de Paulo é novo (relação de posse)
- as preposições podem vir unidas a outras palavras.
Temos combinação quando na junção da preposição com outra palavra não houver perda de elemento fonético.
Temos contração quando na junção da preposição com outra palavra houver perda fonética.
ContraçãoCombinação
Do (de + o)Ao (a +o)
Dum (de + um)Aos (a + os)
Desta (de + esta)Aonde (a + onde)
No (em + o) 
Neste (em + este) 
- a preposição a pode se fundir com outro a. Essa fusão é indicada pelo acento grave ( `) e recebe o nome de crase.
Ex.: Vou à escola (a+a)

Pontuação


Os sinais de pontuação são recursos destinados à escrita, dotados de finalidades específicas
Os sinais de pontuação são recursos destinados à escrita, dotados de finalidades específicas
Para que servem os sinais de pontuaçãoNo geral, para representar pausas na fala, nos casos do ponto, vírgula e ponto e vírgula; ou entonações, nos casos do ponto de exclamação e de interrogação, por exemplo.
Além de pausa na fala e entonação da voz, os sinais de pontuação reproduzem, na escrita, nossas emoções, intenções e anseios.
Vejamos aqui alguns empregos:
1. Vírgula (,)
É usada para:
a) separar termos que possuem mesma função sintática na oração: O menino berrou, chorou, esperneou e, enfim, dormiu.
Nessa oração, a vírgula separa os verbos.
b) isolar o vocativo: Então, minha cara, não há mais o que se dizer!
c) isolar o aposto: O João, ex-integrante da comissão, veio assistir à reunião.
d) isolar termos antecipados, como complemento ou adjunto:
1. Uma vontade indescritível de beber água, eu senti quando olhei para aquele copo suado! (antecipação de complemento verbal)
2. Nada se fez, naquele momento, para que pudéssemos sair! (antecipação de adjunto adverbial)
e) separar expressões explicativas, conjunções e conectivos: isto é, ou seja, por exemplo, além disso, pois, porém, mas, no entanto, assim, etc.
f) separar os nomes dos locais de datas: Brasília, 30 de janeiro de 2009.
g) isolar orações adjetivas explicativas: O filme, que você indicou para mim, é muito mais do que esperava.
 2. Pontos
2.1 - Ponto-final (.)
É usado ao final de frases para indicar uma pausa total:
a) Não quero dizer nada.
b) Eu amo minha família.
E em abreviaturas: Sr., a. C., Ltda., vv., num., adj., obs.
 2.2 - Ponto de Interrogação (?)
O ponto de interrogação é usado para:
a) Formular perguntas diretas:
Você quer ir conosco ao cinema?
Desejam participar da festa de confraternização?
b) Para indicar surpresa, expressar indignação ou atitude de expectativa diante de uma determinada situação:
O quê? não acredito que você tenha feito isso! (atitude de indignação)
Não esperava que fosse receber tantos elogios! Será que mereço tudo isso? (surpresa)
 Qual será a minha colocação no resultado do concurso? Será a mesma que imagino? (expectativa)
Esse sinal de pontuação é utilizado nas seguintes circunstâncias:
a) Depois de frases que expressem sentimentos distintos, tais como: entusiasmo, surpresa, súplica, ordem, horror, espanto:
Iremos viajar! (entusiasmo)
Foi ele o vencedor! (surpresa)
Por favor, não me deixe aqui! (súplica)
Que horror! Não esperava tal atitude.  (espanto) 
Seja rápido! (ordem)
b) Depois de vocativos e algumas interjeições:
Ui! que susto você me deu. (interjeição)
Foi você mesmo, garoto! (vocativo)
c) Nas frases que exprimem desejo:
Oh, Deus, ajude-me! 
Observações dignas de nota:
* Quando a intenção comunicativa expressar, ao mesmo tempo, questionamento e admiração, o uso dos pontos de interrogação e exclamação é permitido. Observe:
Que que eu posso fazer agora?!
* Quando se deseja intensificar ainda mais a admiração ou qualquer outro sentimento, não há problema algum em repetir o ponto de exclamação ou interrogação. Note:
Não!!! – gritou a mãe desesperada ao ver o filho em perigo.  
É usado para:
a) separar itens enumerados:
A Matemática se divide em:
- geometria;
- álgebra;
- trigonometria;
- financeira.
b) separar um período que já se encontra dividido por vírgulas: Ele não disse nada, apenas olhou ao longe, sentou por cima da grama; queria ficar sozinho com seu cão.
4. Dois-pontos (:)
É usado quando:
a) se vai fazer uma citação ou introduzir uma fala:
Ele respondeu: não, muito obrigado!
b) se quer indicar uma enumeração:
Quero lhe dizer algumas coisas: não converse com pessoas estranhas, não brigue com seus colegas e não responda à professora.
5. Aspas (“”)
São usadas para indicar:
a) citação de alguém: “A ordem para fechar a prisão de Guantánamo mostra um início firme. Ainda na edição, os 25 anos do MST e o bloqueio de 2 bilhões de dólares do Oportunity no exterior” (Carta Capital on-line, 30/01/09)
b) expressões estrangeiras, neologismos, gírias: Nada pode com a propaganda de “outdoor”.
6. Reticências (...)
São usadas para indicar supressão de um trecho, interrupção ou dar ideia de continuidade ao que se estava falando:
a) (...) Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa? (...)
b) E então, veio um sentimento de alegria, paz, felicidade...
c) Eu gostei da nova casa, mas do quintal...
7. Parênteses ( )
São usados quando se quer explicar melhor algo que foi dito ou para fazer simples indicações.
Ele comeu, e almoçou, e dormiu, e depois saiu. (o e aparece repetido e, por isso, há o predomínio de vírgulas).
8. Travessão (–)
O travessão é indicado para:
a) Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo:
- Quais ideias você tem para revelar?
- Não sei se serão bem-vindas.
- Não importa, o fato é que assim você estará contribuindo para a elaboração deste projeto.
b) Separar orações intercaladas, desempenhando as funções da vírgula e dos parênteses:   
Precisamos acreditar sempre – disse o aluno confiante – que tudo irá dar certo.
Não aja dessa forma – falou a mãe irritada – pois pode ser arriscado.
c) Colocar em evidência uma frase, expressão ou palavra:
O prêmio foi destinado ao melhor aluno da classe – uma pessoa bastante esforçada. 
Gostaria de parabenizar a pessoa que está discursando – meu melhor amigo.

Referência: Brasil Escola. (http://www.brasilescola.com/redacao/pontuacao.htm).

Período Simples e Composto

Período é um enunciado formado por uma ou mais orações. Relembrando que oração é uma frase que possui verbo. Frase é qualquer enunciado com sentido completo, ou seja, tem significado. O período com uma única oração é chamado de período simples ou absoluto, já com mais de uma oração é chamado de período composto.
Observação contar o número de verbos para descobrir se o período simples ou composto.
Exemplos:
- Nunca mais encontrei  aquele livro. (período simples)
Quero que você me empreste seu livro. (período composto)
Tome cuidado com os carros! (período simples)
- Eu peço que você tome cuidado com os carros. (período composto)
- Os animais precisam chamar a matilha para caça. (período simples)
- Maria entrou em casa depois da hora combinada, levou bronca do pai e trancou-se em seu quarto. (período composto)
Para que servem o período simples e o período composto?
Ao escrever um texto de forma mais direta e reduzida, para atingir um público amplo usa-se períodos simples ou períodos compostos por coordenação. Quando o texto é complexo e pretende-se atingir um público que domina estruturas elaboradas da língua emprega-se o período composto por subordinação.
O período composto pode ser por coordenação ou subordinação. O período composto por coordenação é composto por orações independentes enquanto o período composto por subordinação é composto por orações dependentes.
Classificação das orações coordenadas: assindéticas e sindéticas (aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas)
Classificação das orações subordinadas substantivas (subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais, predicativas, apositivas e agentes da passiva); adjetivas (restritivas e explicativas); adverbiais (causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais e temporais).

Numerais

Numeral é a palavra que quantifica entes ou conceitos ou indica a posição que ocupam numa determinada ordem.
Quando apenas nomeia o número de entes, o numeral é chamado de cardinal:
um    dois    três
cinquenta    cem   cem mil
Quando indica a ordem que o ente ocupa numa série, o numeral é denominadoordinal:
primeiro     segundo      terceiro
quinquagésimo      centésimo     milésimo
Os numerais multiplicativos exprimem aumentos proporcionais de quantidade, indicando números que são múltiplos de outros:
dobro      triplo      quádruplo
Os numerais fracionários indicam a diminuição proporcional da quantidade, o seu fracionamento:
metade      um terço     um décimo
Os numerais coletivos designam conjuntos de entes e indicam o número exato de indivíduos que compõem o conjunto:
dezena       quinzena         dúzia
cento         milhar          milheiro
Flexões dos numerais
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas etc.
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão etc. variam em número: milhões, bilhões, trilhões etc.
Os demais cardinais são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo / primeiros segundos milésimos
primeira segunda milésima / primeiras segundas milésimas
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas:
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número:
Teve de tomar doses triplas do medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número:
um terço              dois terços
uma terça parte           duas terças partes
Os numerais coletivos flexionam-se em número:
uma dúzia           um milheiro
duas dúzias        dois milheiros
Emprego dos numerais• Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:
ordinais                                             cardinais
João Paulo II (segundo)                Tomo XV (quinze)
D.Pedro II (segundo)                      Luís XVI (dezesseis)
Século VIII (oitavo)                          Século XX (vinte)
Canto IX (nono)                               João XXIII (vinte e três)
• Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante.
Artigo 1.º (primeiro)             Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono)      Artigo 21 (vinte e um)
• Para designar dias do mês, utilizam-se os cardinais, exceto na indicação do primeiro dia, que é tradicionalmente feita pelo ordinal:
Chegamos dia dois de setembro.
Chegamos dia primeiro de dezembro.
• Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência:
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade.
Ambos agora participam das atividades comunitárias de seu bairro.
A forma “ambos os dois” é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.



Referência: Brasil Escola. (http://www.brasilescola.com/gramatica/numerais.htm).

20 de abril de 2012

Usos do porquê


O uso dos porquês
O uso dos porquês
O uso dos porquês é um assunto muito discutido e traz muitas dúvidas. Com a análise a seguir, pretendemos esclarecer o emprego dos porquês para que não haja mais imprecisão a respeito desse assunto.
Por queO por que tem dois empregos diferenciados:
Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:
Exemplos: Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)
Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.
Exemplo: Sei bem por que motivo permaneci neste lugar. (pelo qual)
Por quêQuando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quêdeverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
Exemplos: Vocês não comeram tudo? Por quê?Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
PorqueÉ conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, “para que”.
Exemplos: Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois)
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma vez que)
PorquêÉ substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Exemplos: O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrada. (motivo)
Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão)



Referência: Brasil Escola. (http://www.brasilescola.com/gramatica/por-que.html).